quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Criança especial é diagnosticada com escoriações, mas escola nega ocorrido

No dia 27 de abril, Jorge Luiz, de 6 anos, portador de síndrome de down, saiu da escola com alguns ferimentos do rosto e nos braços, segundo a mãe, Simone Rodrigues. A criança que estuda duas vezes por semana em uma escola municipal, no bairro Quintas de Pirapora, em Salto de Pirapora, foi levada a Santa Casa loca, na data do ocorrido, e foi diagnosticada pelo médico com escoriações. “A professora dele falou que era alegria, mas eu achei estranho depois que vi no braço também. Quando cheguei no hospital o médico disse que alguém teria causado aqueles ferimentos no meu filho e me encaminhou para a delegacia para fazer b.o”, conta Simone.

O processo foi aberto e segue na justiça, porém, outro problema surgiu há quase um mês. A professora que era responsável pelas crianças da segunda fase, série que Jorge cursa, não está na escola e a auxiliar dela, que era a cuidadora do menino em classe, passou a assumir o comando da classe. “Agora quem fica com meu filho é um monitor de ônibus e o transporte escolar está sem monitor. Algumas mães que moram perto da escola e amiguinhos do meu filhos contaram que o Jorge fica em outra sala com o monitor e às vezes sai no portão do pátio para dar pão para os cachorros que ficam por ali. Já me falaram também que, quando está na sala com os colegas, fica isolado em um canto brincando”, relata indignada a mãe, que não vê a inclusão tão falada por todos.
Houve uma reunião com a diretora da escola, Maria Luiza Paifer Guilherme e com a secretária da educação, Ivanilde do Amaral, juntamente com Simone e outras mães. Um dos assuntos levantados foi como Jorge se machucou e, segundo Simone, a secretária sugeriu que ela deixasse a criança apenas na escola especial, pois lá tem ótimos recursos para atendê-lo. “Meu filho já frequenta a escola especial, que realmente é muito boa, mas eu quero que ele tenha o direito de conviver com as outras crianças”. Simone Rodrigues conta ainda que pediu para ver as imagens das câmeras de segurança da escola, para descobrir como a criança foi ferida, mas não permitiram.
No dia 20 de novembro a mãe protocolou um documento na Prefeitura, solicitando respostas aos seus questionamentos, mas ainda aguarda a conclusão do documento. O Jornal da Cidade entrou em contato com a assessoria de imprensa da prefeitura e aguarda respostas.


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