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sexta-feira, 24 de março de 2017

Sindicato dos Metalúrgicos sugere "interesse por trás" de reforma trabalhista

Foto: http://www.jornalznorte.com.br
O novo presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba, (SMetal) Leandro Soares, declarou ser contra a proposta de reforma trabalhista, que deve ser votada pelos deputados federais em abril. A afirmação aconteceu durante entrevista no Jornal da Ipanema, da Rádio Ipanema 91,1 FM, na manhã de segunda-feira (20).

Soares foi entrevistado durante o espaço "O Deda Questão", comandado pelo jornalista Djalma Benette, o Deda.



"Não vai trazer benefício nenhum para o trabalhador", opina o presidente sobre a proposta. "Na reforma que está sendo colocada, você flexibiliza para pior a questão trabalhista no país", completa. "Existe interesse por trás disso. Quem financiou a campanha da grande maioria dos políticos no país? São empresas privadas quem têm interesse por conta disso", criticou. 


Assista a um trecho:


Soares também questionou o fato de, quando a economia do país estava bem, "ninguém falar sobre proposta de reforma". "Por que, nesse momento de crise, os trabalhadores têm de pagar a conta referente a isso?".

Questionado por Deda se o sindicato entende o empresário como a "figura má" sobre a proposta, Soares responde que "não". "A questão é que eles defendem os próprios interesses. Falar que a reforma trabalhista vai gerar empregos no país... me diga onde faz esse cálculo?". Neste momento, ele cita uma das propostas que, em caso de acordo entre a empresa e os trabalhadores, a jornada em um único dia pode chegar até a 12 horas, ou seja, oito horas normais somadas a quatro horas extras. "Se eu [ fosse empresário] e tiver condições de ter uma jornada de 12 horas de trabalho, irei defendê-la. Terei apenas dois turnos de trabalho", explicou, descartando a hipótese de a reforma poder gerar mais contratações empregatícias. 

O presidente também aproveitou para rebater o discurso do deputado federal Vitor Lippi (PSDB), que afirmou, durante entrevista ao Jornal da Ipanema, votar a favor da reforma. Na entrevista, o parlamentar disse que "há uma indústria de ações trabalhistas no intuito de prejudicar os empresários de pequeno porte". "Gostaria que o deputado demonstrasse qual empresa fechou por conta dessa fraude judiciária citada por ele", defende. "O que existe são empresas que deixam de cumprir com suas obrigações e fecham". 

Esta é a primeira vez que Soares, antes secretário geral do sindicato, assume o comando presidencial dos metalúrgicos.


Vitor Lippi e Herculano Passos votam pela terceirização



Dos quatro deputados federais eleitos pela região de Sorocaba, dois deles, Vitor Lippi (PSDB) e Herculano Passos Júnior (PSD), votaram favoráveis à aprovação do projeto de lei 4302/98, que permite o uso da terceirização em todas as áreas (atividade-fim e atividade-meio) das empresas. O deputado Missionário José Olímpio (DEM) votou contra a proposta, enquanto Jefferson Alves de Campos (PSD) não participou da votação na noite de quarta-feira, na Câmara (foto). O painel eletrônico mostrou 231 votos a favor da medida, contra 188 votos e 8 abstenções.



















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