sábado, 9 de julho de 2016

Acusado de matar Danilo Batatinha é condenado em Salto de Pirapora

Akson de Souza
Na sexta-feira à tarde, 08/07, a promotora de justiça Maria Paula Pereira da Rocha discusou ao conselho de sentença pugnando pela condenação de Akson de Souza Pereira, 23 anos. 

Conforme o entendimento da promotora, Akson é o autor dos tiros que mataram o eletricista de autos Danilo Tavares Rosa de 23 anos; crime cometido na noite de 27 de fevereiro de 2015, na entrada da residência da vítima, situada na Rua Avelino Antunes Marques, no Jardim Avenida, em Salto de Pirapora. A vitima fora socorrida, no entanto morreu no hospital.

A promotora disse que está convencida da responsabilidade de Akson após analisar o conteúdo de provas técnicas e provas testemunhais. A acusação defendeu punição por homicídio duplamente qualificado artigo 121, parágrafo 2º inciso I e IV (torpeza e surpresa). O advogado Isaías Domingues rebateu a acusação apresentando sua tese principal, alegando que o conjunto de provas é insuficiente para condenar Akson; a tese subsidiária foi pelo afastamento das qualificadoras.

Os jurados concordaram com a retórica da acusação e deliberaram pela condenação do acusado. A juíza Thais Galvão impôs 16 anos de reclusão, em regime inicial fechado. Akson está preso há 1 ano e 2 meses; no momento está recolhido no Centro de Detenção Provisória de Sorocaba. Além desta condenação Akson responde por roubo, receptação, crime de trânsito e ainda responde por outro crime contra a vida.

Morte de Danilo Batatinha

Danilo Batatinha (In memorian)
No início de 2015, Akson de Souza Pereira, apelidado por "Gu" barganhou um automóvel por uma motocicleta com Danilo Tavares Rosa, conhecido por Batatinha. Pouco mais de trinta dias a Polícia abordou o carro dirigido por Danilo Batatinha, como o automóvel tinha restrição administrativa os policiais apreenderam o veículo.

Certo período depois da Polícia apreender o carro, outra equipe da Polícia apreendeu a motocicleta porque era de origem delituosa. Inconformado com a apreensão da motocicleta Akson exigia que Danilo Batatinha pagasse R$ 3 mil. Danilo não quis pagar. Akson foi cobrar ao pai de Danilo, que é proprietário de um auto elétrico em Salto de Pirapora, cidade onde todos trabalham e moram. 

O pai de Danilo decidiu pagar os R$ 3 mil, mas Danilo continuava discordando. Conforme acusação do ministério público este teria sido o fator que motivou Akson a cometer o homicídio qualificado. Depois da morte de Danilo, o pai de Danilo afirmou em juízo que Akson foi no seu auto elétrico e pegou duas baterias de veículos e permaneceu cobrando dinheiro. 

De acordo com depoimento do pai da vítima, Akson dizia que se não recebesse os R$ 3 mil, ele iria cobrar de outro jeito. Diante da cobrança insistente mesmo depois da morte de Danilo, o pai da vítima disse ter pago R$ 2 mil: teria entregue o montante pecuniário a sua ex-esposa, que levou o dinheiro para uma namorada de Akson, indicada pelo próprio Akson.

Fonte da notícia: Blog Toni Silva Sorocaba

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