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segunda-feira, 23 de abril de 2018

Casal é indiciado por apontar versão de estupro contra guarda municipal de Salto de Pirapora

Uma mulher esposa de um taxista compareceu na Delegacia da Mulher em Votorantim, no dia 04 de julho de 2017, queixando-se que ela e uma amiga foram a um Supermercado no Jardim Paulistano, em Salto de Pirapora, ela deparou-se com um guarda seu conhecido que naquela noite trabalhava de segurança no comércio.

A mulher disse que sua amiga entrou para fazer compras e ela permaneceu na entrada do comércio conversando com o guarda. Depois os dois saíram caminhando lentamente, de maneira repentina o guarda agarrou-a aplicou uma gravata e empurrou-a rapidamente para dentro do carro dele que estava estacionado ali próximo, e no interior do carro o guarda empunhou uma arma e obrigou-a a fazer sexo oral exigindo rapidez porque ele precisava retornar para trabalhar; isso teria ocorrido em 20 minutos. Segundo relato da mulher o caso teria acontecido por volta das 20h50 e que o guarda exigiu que não comentasse com ninguém pois se isto ocorresse ele faria "justiça".

Nucielle Vasconcelos Cruz disse que o autor do estupro teria sido o guarda Cristiano Aparecido Braga e que sua amiga era Elisabete Andrade de Oliveira. Nucielle concluiu o relato na Delegacia da Mulher afirmando que o estupro teria ocorrido em 17 de maio de 2017 ou seja quase dois meses atrás. Ela disse ainda que não teria coragem de revelar o fato ao seu esposo e que depois do crime ela sofreu infarto e tentou suicídio. Como é de praxe, a Delegacia da Mulher encaminhou o registro da ocorrência para ser investigado pela Delegacia de Salto de Pirapora.

O delegado Gilberto Montenegro Costa Filho ouviu Nucielle e ela repetiu a versão citada na Delegacia da Mulher. A testemunha Elisabete confirmou a versão citada por Nucielle. O delegado ouviu o guarda Cristiano Braga e ele negou responsabilidade de abuso sexual, alegou que conheceu Nucielle por meio da internet, e confirmou que certa noite trabalhava de segurança no mercado e após o término do serviço ele viu Nucielle em frente ao mercado e após conversarem ela pediu situação de afeto, mas ele não aceitou, em seguida ela solicitou carona, ele levou-a onde ela pediu e rapidamente ele foi embora. Braga acrescentou que depois daquele episódio Nucielle enviava "mensagens picantes de sentimento afetivo por ele". Por causa desse motivo ele diz ter excluído o perfil dela de seu rol de amizades. 

Reviravolta no caso

Certo dia compareceu na Delegacia de Salto de Pirapora a testemunha Elisabete e solicitou prestar novo depoimento sobre o caso, só que desta vez ela negou o que havia dito antes. Negou que naquela noite estivesse em companhia de Nucielle no mercado, tampouco viu algum fato envolvendo Nucielle e o guarda Cristiano Braga. Elisabete acrescentou que era amiga do esposo de Nucielle, o taxista Carlos Augusto Encarnação, que trabalha na mesma cidade, e que o casal foi na casa dela pedir para ela testemunhar estupro sofrido por Nucielle. Segundo Elisabete, o taxista Carlos Encarnação orientou as duas. Elisabete disse ter arrependido porque poderia haver outra versão por isso compareceu para falar a verdade.

Outras duas testemunhas protegidas pelo provimento 32/00 da Corregedoria Geral de Justiça, que não permite citar a identidade de testemunha no inquérito, testemunharam em datas diferentes que o taxista Carlos havia oferecido dinheiro para que apontassem o guarda Cristiano Braga como autor de estupro. Durante a investigação inquiriu-se que Nucielle apresentasse o celular dela para ser periciado as mensagens entre ela e o guarda acusado, porém Nucielle demonstrou-se receosa. No decorrer da investigação um canal de televisão em Sorocaba ligou diversas vezes pretendendo informações para seu noticioso televisivo, mas a Delegacia não informou porque tudo parecia nebuloso. 

Por último, o delegado intimou Nucielle e seu esposo Carlos Encarnação. Ele negou ter pago às duas testemunhas, e com relação a Elisabete ele afirmou que apenas pediu que Elisabete acompanhasse sua esposa até a Delegacia da Mulher. Naquela oportunidade ouvida novamente, Nucielle reafirmou a versão inicial que sofreu abuso sexual dentro do carro. O delegado Gilberto Montenegro Costa Filho relatou o inquérito indiciando o casal Nucielle e Carlos. Ele e ela são indiciados no artigo 339 do Código Penal Brasileiro que é dar causa à instauração de investigação policial contra alguém imputando-lhe crime mesmo sabendo que a pessoa é inocente; nesse caso a pena pode ser de 2 a 8 anos de prisão. E Carlos ainda é indiciado no artigo 343 que recomenda pena de 3 a 4 anos, por oferecer dinheiro a testemunha para proferir afirmação falsa. 

A advogada do guarda Cristiano Braga falou ao Blog Sorocaba Notícia, que está tentando reunir elementos para provar dano moral porque seu cliente pretende ajuizar ação de reparação por dano moral; "ora, um guarda municipal exerce função pública esses fatos deve ter sido comentados na cidade, e como esse canal de televisão soube disso? São essas e outras questões que nos leva a crer em dano moral"; finalizou a advogada.

















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