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domingo, 11 de janeiro de 2015

Assentamentos e Cafundó passam por processo de recuperação ambiental

Os recursos para o projeto de saneamento, implantado por uma ONG, vêm da Petrobras
Assentamentos de agricultores e a comunidade remanescente de quilombo Cafundó, localizada em Salto de Pirapora, estão recebendo investimentos para a recuperação e conservação dos recursos hídricos. Entre os benefícios, as famílias que moram nesses locais terão saneamento, conseguirão acompanhar a qualidade da água que corta as propriedades, poderão retirar proventos de uma agricultura menos agressiva à biodiversidade e terão as propriedades adequadas ao Código Florestal. Também serão orientadas por meio de oficinas que abordarão temas como agroecologia - agricultura e biodiversidade, legislação ambiental, saneamento básico, entre outros.

As melhorias fazem parte do convênio firmado entre a Petrobras - que liberou recursos no valor de R$ 2.772.650,34 - e a Organização Não-Governamental (ONG) Iniciativa Verde, que executará os serviços com o acompanhamento da Fundação Instituto de Terras do Estado de São Paulo (Itesp). Na edição do dia 27 de novembro de 2014 do Diário Oficial consta que o convênio vigorará 24 meses a partir da data de assinatura, realizada em 17 de novembro. A publicação também cita que a ação compreende os assentamentos Horto Bela Vista e Porto Feliz, situados em Iperó, e a comunidade Cafundó, estes situados na área de abrangência do Grupo Técnico de Campo de Sorocaba do Itesp.

De acordo com Margarete Nascimento, da ONG Iniciativa Verde e gerente do projeto Plantando Águas, os recursos da Petrobras já estão sendo recebidos, porém o valor é dividido em parcelas e entregue conforme cada etapa cumprida pelo grupo de trabalho. "O projeto começou no dia 30 de julho de 2013 e vai até 29 de julho de 2015, são exatos 24 meses", afirma, acrescentando que além do quilombo Cafundó e das comunidades em Iperó, os recursos são destinados ainda aos assentamentos 23 de Maio e Carlos Lamarca (Itapetininga), Porto Feliz (localizado na cidade de mesmo nome), Nova São Carlos (em São Carlos) e ainda aos pequenos produtores rurais de Piedade.
Marcos Norberto de Almeida
A Associação dos Remanescentes de Quilombo Kabundu do Cafundó, coordenada por Marcos Norberto de Almeida, diz que já foi iniciado o plantio de árvores nativas no local, visando a recuperação da Área de Preservação Permanente no território da comunidade, e também foram entregues os materiais para a implantação de fossas ecológicas, que não prejudicam o solo. Conforme Marcos, a ONG Iniciativa Verde levou para o local o projeto Plantando Águas no início do ano passado e ainda está desenvolvendo o trabalho. Ele conta que um especialista esteve na comunidade para orientar os moradores sobre como devem construir a fossa séptica biodigestora (que produz um adubo orgânico líquido, que pode irrigar árvores e grama). "Eles estão implantando esse sistema em 13 casas", disse Marcos. Porém, nem todos os moradores da comunidade quiseram o material. Entre eles o próprio coordenador, por receio de não dar certo. "No passado tentaram implantar esse tipo de fossa no Espaço Comunitário mas deu problema, fiquei chateado com aquilo, então como tenho pouco conhecimento prefiro não arriscar", argumentou. Já Eni Pires Silva e o marido aprovaram a ideia. "É uma melhoria para nós. A fossa normal deve ser refeita a cada dois, três anos, e essa é para toda a vida", comentou.

A moradora disse que já realiza o reaproveitamento de água em sua casa. O cano da pia da cozinha, por exemplo, direciona a água direto para o jardim, com o objetivo de irrigar. "É o que a nova fossa poderá fazer, irrigar árvores, gramas, flores, apenas plantações como hortaliças que não pode. Eles nos deram todo o material e a instalação é comunitária. Um irá ajudar o outro. Meu marido viu como faz e é simples. Só não instalamos ainda porque nosso banheiro está em obras, então estamos esperando", disse ela, que é bisneta de quilombola e nasceu na comunidade.

Notícia publicada na edição de 11/01/15 do Jornal Cruzeiro do Sul

Fotos da Comunidade Quilombo do Cafundó - Clique aqui!

Um comentário:

Unknown disse...

Gastar R$ 26.000,00em um novo presepio nao foi desperdicio ?E p q fazer uma pista de skate aqui se ninguem usa,e para ser vandalizado como td aq os cidadaos daq nao merecem nada pois eles acabam com tudo. Seria bem mais aproveitavel se guardassem o dinheiro e começacem a tampar os buracos da cidade.

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