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sábado, 17 de janeiro de 2015

Indefinição sobre dispositivos atrasa obras da SP-264

Há pendências também nas desapropriações
Obras do lote 2 para a duplicação da rodovia devem atrasar pelo menos quatro meses, admite o governo do Estado - Foto:ALDO V. SILVA

A duplicação da SP-264, no trecho entre Salto de Pirapora e o campus da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), em Sorocaba, vai atrasar pelo menos quatro meses, conforme foi oficialmente reconhecido pelo governo do Estado. A prorrogação da conclusão das obras neste trecho será necessária porque levou mais tempo do que era previsto para definir onde seriam instalados dispositivos como rotatórias, passarela e retorno nas imediações da universidade. A decisão foi tomada em conjunto entre a UFSCar e a Prefeitura de Sorocaba, segundo o Departamento de Estradas de Rodagem (DER). Além disso, contribuem para o atraso as pendências ainda existentes nos processos de desapropriações. A conclusão deste trecho da rodovia era prevista para o mês que vem, e agora ficou para junho, conforme publicado na edição do último dia 15 do Diário Oficial do Estado. O término do outro techo da rodovia, entre a UFSCar e a rodovia Raposo Tavares, até o momento está mantido para dezembro deste ano.

Dispositivos

Os dispositivos nas imediações da UFSCar serão instalados entre os Km 110 e 111, para atender a universidade e os bairros vizinhos, informa o DER. Já a Prefeitura de Sorocaba, por meio da Secretaria de Governo e Segurança Comunitária (SEG), alega que não participou de nenhuma definição a respeito dos dispositivos. No entanto, a UFSCar também informa que o diálogo ocorreu entre a Prefeitura de Sorocaba, o DER, a administração superior da UFSCar e a direção do campus de Sorocaba da instituição. "É relevante salientar que a UFSCar tem interesse na resolução rápida da questão, já que a obra também beneficia a universidade, pois possibilita melhor acesso ao campus Sorocaba", divulgou a UFSCar. A universidade também justificou que a transferência de parte de sua área para a realização da obra depende de legislação específica, além de procedimentos administrativos e legais relacionados à gestão de uma instituição federal.

O DER deixou de informar quando houve a definição dos locais, mas divulga que assim que aconteceu tiveram início as desapropriações de responsabilidade da estatal para as instalações dos dispositivos. O órgão do Estado também não respondeu quais são exatamente as áreas que ainda dependem da desapropriação ou quem são os seus proprietários. O  Jornal Cruzeiro do Sul levantou que alguns desses imóveis sequer teriam escrituras em nome de seus verdadeiros proprietários. Em toda a extensão da SP-264 a ser duplicada, entre a rodovia Raposo Tavares até Salto de Pirapora, faltam as desapropriações de 24 áreas, enquanto outras 27 já estão concluídas, segundo o DER. "No momento há desapropriações que estão sendo resolvidas judicialmente. Neste caso, não é possível prever prazo", reconheceu o departamento estadual. 

Lentidão

Entre os usuários da rodovia em obras ouvidos pela reportagem, a maioria reclama do ritmo dos trabalhos. O funcionário de uma fazenda na margem da SP-264, Alexandre Cândido, 39 anos, disse que as obras estão muito devagar. Ele costuma trafegar em direção a Sorocaba e opina que o serviço deveria estar muito mais avançado. "Começam e param, começam e param, e nunca acabam", reclama. O aposentado Clóvis de Souza Ramos, 56 anos, falou que as obras estão muito lentas, mas com a substituição da empreiteira no trecho entre a UFSCar e a rodovia Raposo Tavares os trabalhos começaram a ficar mais ágeis, no entanto, reclamou que o asfalto no trecho pronto em direção a Salto de Pirapora tem muito sobe e desce ao invés de ser plano. O ambulante Rodrigo Silva de Almeida, 17 anos, não dirige, mas usa a rodovia diariamente e opinou que o serviço ""está ficando muito bom"".

Obras

As obras do trecho cujo atraso de quatro meses foi reconhecido pelo Estado é oficialmente denominado lote 2 e tem a duplicação sob a responsabilidade da empresa Compec Galasso Engenharia e Construções Ltda. Por causa da demora na definição de onde seriam construídos os dispositivos, o valor do caução pago pela empresa ao Estado elevou em R$ 2,86 milhões. O caução é retido na assinatura do contrato, informa o DER. Apesar do aumento do tempo para a conclusão da obra, segundo o DER ressaltou, não houve alteração no valor dos R$ 57,2 milhões que a Compec Galasso receberá pelas obras de duplicação do quilômetro 102 ao 119,5. Neste trecho, 77% dos trabalhos contratados estão prontos, segundo o DER. Os motoristas que por lá trafegam já observam as duas pistas asfaltadas, apesar de ainda faltarem a sinalização e outras obras para que possam ser abertas para o tráfego.

Já no trecho entre a rodovia Raposo Tavares e a UFSCar, denominado lote 1, foram concluídos 11% dos trabalhos. O percentual concluído é inferior porque a empresa inicialmente contratada, a Gomes Lourenço, deixou de cumprir o cronograma da obra, promoveu paralisações e foi substituída pela empresa Sobrenco Engenharia e Comércio, em setembro do ano passado. 

A substituta assumiu o trecho com 4,5% dos trabalhos feitos pela Gomes Lourenço. Caso a Gomes Lourenço tivesse seguido o cronograma as obras seriam entregues no mês que vem. Na ocasião a Sobrenco assumiu a obra pelo mesmo valor acertado com a Gomes Lourenço. O contrato com a Sobrenco foi de R$ 54,5 milhões, divulgou o DER na ocasião.

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