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terça-feira, 16 de dezembro de 2014

SP-264 > Queda de arrecadação não afetará obras em andamento, diz Estado

A previsão de queda de arrecadação pelo Governo de São Paulo para o exercício de 2015 poderá afetar o ritmo das obras financiadas pelo Estado. De acordo com a deputada estadual Maria Lúcia Amary (PSDB), que integra a Comissão de Finanças, Orçamento e Planejamento da Assembleia Legislativa e foi relatora da Lei de Diretrizes Orçamentárias e do Orçamento de 2015, a estimativa é de que no próximo ano ocorra uma redução de cerca de R$ 5 bilhões na arrecadação, o que corresponde a quase 5% do orçamento do Estado e poderá refletir no adiamento de futuras obras. A deputada descarta, no entanto, a possibilidade de o governo suspender ou mesmo paralisar obras já em andamento, como é o caso da duplicação da rodovia João Leme dos Santos (SP-264), que liga Sorocaba a Salto de Pirapora.

Segundo a deputada, os projetos licitados e contratados serão executados. Além da SP-264, Maria Lúcia diz que outras obras do Estado -- realizadas no município e que vão beneficiar toda a região -- não correm o risco de serem paralisadas. Entre elas, a deputada cita a Rede Lucy Montoro, que já está em execução, com previsão de inauguração entre agosto e setembro, e também o novo Hospital do Estado, cujo convênio já foi assinado em outubro. "Essas obras não têm a menor possibilidade de não acontecerem, até porque já existem contratos em andamento. Apenas as obras novas poderão estar sujeitas a um adiamento em virtude da situação da economia do País, que se reflete no Estado de São Paulo."

O secretário estadual de Logística e Transportes, Clodoaldo Pelissioni, afirmou que apesar da previsão de queda de arrecadação, motivada pelo recuo da economia, principalmente da atividade industrial, o governo está fazendo "todos os esforços para cumprir os cronogramas das obras já iniciadas". Em relação à SP-264, o secretário garantiu que não tem nenhum tipo de definição quanto a problemas para o cumprimento do cronograma. "Temos orçamento para cumprir a meta, por enquanto". Ele ponderou, no entanto, que se houver queda na arrecadação deverá ocorrer uma readequação dos gastos, mas que a intenção não é cortar, mais sim de promover um gerenciamento mais eficiente dos recursos.

Cronograma
  
De acordo com o Departamento de Estradas de Rodagem (DER), as obras na SP-264 encontram-se dentro do cronograma previsto. No lote 2, que compreende os quilômetros 109 ao 119, pertencente a Salto de Pirapora, 64% das obras já foram concluídas, incluindo serviços de recuperação da pista, acostamentos, dispositivos de acesso entre outros. A previsão de conclusão neste trecho, que tem investimentos de R$ 57,2 milhões, é para junho de 2015.

Já no lote 1, que compreende os quilômetros 102 e 109,6, a previsão é de que as obras estejam concluídas em dezembro de 2015. Neste trecho, segundo o DER, apenas 8,2% das obras já foram executados até o momento. O atraso foi motivado pela substituição da empresa Gomes Lourenço, que era a responsável pelas obras, devido ao não cumprimento do cronograma estabelecido. Os serviços ficaram paralisados durante um período de quatro meses, entre junho e setembro, até a contratação da empresa Sobrenco Engenharia e Comércio, que passou a tocar este trecho da rodovia.

Quando assumiu o contrato, no final de setembro, 4,5% das obras previstas haviam sido executadas pela Gomes Lourenço. Embora o DER tenha informado que houve avanço nas obras neste período, ontem pela manhã, a equipe do Cruzeiro do Sul não encontrou máquinas trabalhando nos primeiros dez quilômetros da rodovia. Este trecho das obras está orçado em R$ 56,9 milhões.

Usuários reclamam

Quem transita diariamente pela SP-264 teme que as obras na rodovia sofram mais atraso. O comerciante Obedi Campos, 55 anos, que desde 1999 possui um comércio nas margens da João Leme dos Santos, conta que está preocupado com o desenvolvimento das obras, já que ainda existe uma indefinição sobre algumas áreas que serão desapropriadas. Ele conta que na altura do km 110,5 da rodovia, próximo de onde está o seu comércio, as obras do viaduto estão paradas há quase cinco meses. "A gente está precisando fazer reformas no estabelecimento, mas não dá para mexer em nada enquanto as obras não forem finalizadas."

O comerciante Trajano Nunes dos Santos, 46 anos, que possui um estabelecimento comercial neste trecho da rodovia, disse que o atraso nas obras tem colocado em risco os motoristas que têm cruzado a rodovia sem condições de segurança. "Os acidentes aqui são comuns. O pior é que um ponto de ônibus fica bem próximo, colocando em risco quem fica no local", critica. A autônoma Ivete Kataoka, 46 anos, que mora em Salto de Pirapora, afirmou que diariamente tem que passar pela rodovia e quase já se envolveu em acidentes. "Falta sinalização nos trechos em obras e muitos motoristas não respeitam o limite de velocidade. Está muito perigoso, não vejo a hora que essa obra chegue ao fim."

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