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segunda-feira, 21 de maio de 2018

Moradores de Salto de Pirapora estão preocupados com instalação de mineradora na zona rural

Empresa que faz exploração de calcário foi autorizada a utilizar uma área de 75 hectares, na zona rural da cidade. População teme pelo barulho e problemas nas estruturas das casas.
Imagem: Reprodução G1 Sorocaba / TV TEM
Os moradores do Ilha das Flores, em Salto de Pirapora (SP), estão preocupados com a notícia de que uma empresa que faz a exploração de calcário vai ampliar as atividades em uma área próxima ao bairro.

De acordo com as pessoas que moram perto da área de 75 hectares, na zona rural da cidade, os tremores das explosões de outras mineradoras mais distante já são ouvidos no local. Eles temem que o trabalho provoque problemas nas estruturas das casas.
Dona Dejalzira Gomes Cavalcanti se mudou de São Paulo para Salto de Pirapora pensando em tranquilidade, mas agora teme perder o sossego quando os barulhos das explosões começarem. "Não pode! Aqui é um lugar de moradia e não deve ter isso aqui perto. Se acontece alguma coisa, quem é vai ser o responsável pelas rachaduras?"

Foram realizadas três audiências públicas para discutir o novo plano diretor com os moradores. Em seguida, uma quarta sessão foi convocada depois que representantes da mineradora procuraram a prefeitura para informar que havia saído a licença ambiental para a exploração de calcário na área.

Segundo a empresa, a licença prévia da Cetesb foi concedida com base em uma certidão de uso de solo expedida pela prefeitura. A mineradora está com todas as licenças necessárias dos governos federal, estadual e municipal para o trabalho.

Nessa audiência pública foi exposto para a população para discussão que o plano diretor iria respeitar o direito adquirido pela mineradora a fazer exploração da lavra no local. O Secretário de Negócios Jurídicos, Ruy Mauricio de Moura, explicou à TV TEM que o plano diretor vai respeitar o direito adquirido pela mineradora para explorar o local.

"Pelo plano diretor vigente, a área é de zona rural. Em razão da mineração, que é o direito adquirido pela mineradora, a área está sendo tratada como zona exclusivamente industrial, mas tal fato não interferiria na aprovação desta atividade."

De acordo com estudos apresentados à Cetesb, o impacto da mineração vai atingir um raio de até 200 metros do local que será explorado. Dentro deste limite estão seis casas de um loteamento não regularizado, que serão compradas ou arrendadas pela mineradora.

A mineração será feita a uma distância de 800 metros do bairro Ilha das Flores, pois a Cetesb estabelece distância mínima de 400 metros do perímetro urbano, dependendo do tipo de exploração.

Sérgio Saurin, diretor da mineradora, garante que não haverá riscos além da área estabelecida. "Nós teremos única e exclusivamente a exploração. Para isso, os estudos trazem total segurança que, além dos 200 metros, não haverá nenhum risco."

O plano diretor e a instalação da mineradora na cidade voltarão a ser discutidos na próxima quinta-feira (24), às 19h.


Imagem: Reprodução G1 Sorocaba / TV TEM
Polêmica antiga

A extração de calcário para fabricação de cimentos e fertilizantes é a principal atividade econômica de Salto de Pirapora, movimentando R$ 90 milhões por ano. A cidade tem cinco mineradoras e cerca de 70 pontos de extração.

Esta não é a primeira vez que uma mineradora causa polêmica na região. Há três anos, o TEM Notícias mostrou o drama de famílias que moravam perto de uma área de mineração e tinham que sair de casa para se abrigar sob uma laje de concreto cada vez que havia uma detonação.

No dia em que a equipe de reportagem acompanhou uma das explosões, uma pedra de mais de um quilo caiu perto de uma casa onde estavam mulheres e crianças.

As detonações foram suspensas pela Cetesb e um plano de contenção teve que ser feito. Meses depois, a área onde viviam as famílias foi comprada pela mineradora.

Para a geóloga Jaqueline Freitas, a extração de calcário é importante para o desenvolvimento da cidade, mas tem que se desenvolver de forma sustentável e com a menor interferência possível na qualidade de vida dos moradores.

"Não é possível que se exclua a atividade minerária daquela região, já estão instituídas empresas com mais de meio século. O ideal seria que, no entendimento do novo plano diretor, houvesse a transição, uma zona neutra que diferenciasse a zona industrial e a zona urbana."

Fonte: Do G1 Sorocaba / TV TEM




Todas as informações e discussão sobre o assunto na cidade estavam corretas















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