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quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Ônibus de Sorocaba, Salto de Pirapora e toda a região devem parar na segunda durante greve geral

Os trabalhadores em transporte público de Sorocaba e região devem paralisar o trabalho na segunda-feira (19) para participar da greve geral contra a reforma da previdência. O anúncio foi feito nesta noite de quarta-feira (14) pelo Sindicato dos Rodoviários de Sorocaba e Região.

O protesto que irá acontecer em todo o Brasil é convocado pelas centrais sindicais, entre elas a Central Única dos Trabalhadores (CUT), a qual este Sindicato é filiado.

Os trabalhadores em empresas de transportes urbano, intermunicipal, rodoviário, de fretamento e de cargas, nos 42 municípios que compreendem a base de representação do Sindicato, ou seja, de Araçariguama até Itararé, passando pelos municípios das regiões de Sorocaba, São Roque, Itapetininga e Itapeva, irão paralisar as atividades durante todo o dia 19. O protesto terá início na madrugada da segunda-feira.

As empresas foram notificadas da paralisação nesta quarta em cumprimento à lei de greve em serviço essencial, que determina o protocolo do comunicado de greve com 72 horas de antecedência da paralisação.

O governo federal de Michel Temer (MDB), quer votar a reforma da Previdência – PEC 287/2016 (Proposta de Emenda Constitucional) ainda neste mês de fevereiro na Câmara dos Deputados.

Os movimentos sindicais e sociais afirmam não aceitar as mudanças propostas pela reforma por considerá-las impeditivos ao acesso à aposentadoria, em especial após a aprovação e implementação da reforma Trabalhista, que legalizou formas precárias de contratação de trabalho e de remuneração.

Além disso, em novembro do ano passado, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) criada pelos deputados federais para investigar a Previdência afirmou que não existe déficit nas contas da Previdência Social ou da Seguridade Social. “Derrubando por terra o principal argumento do governo federal para a necessidade de mudanças na aposentadoria do povo brasileiro”, cita o texto do sindicato.

Outro argumento que as centrais sindicais e os movimentos sociais consideram mentiroso é o de que a reforma irá acabar com privilégios. No texto apresentado pelo governo federal ao Congresso, não existe qualquer mudança nas regras para a aposentadoria de políticos, do alto escalão do Poder Judiciário e dos membros das Forças Armadas, que se aposentam com altos salários e contribuem menos.











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