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sábado, 19 de fevereiro de 2011

Santa Casa perderá de uma vez 16 médicos por falta de recursos


Prefeitura, responsável pelos repasses, promete alternativa até abril
19/02/2011 | SALTO DE PIRAPORA
Notícia publicada na edição de 19/02/2011 do Jornal Cruzeiro do Sul, na página 007 do caderno A


Sônia e Carlos Maria: diminuição de repasses inviabiliza atendimento

A Santa Casa de Misericórdia de Salto de Pirapora não terá 16 médicos de 10 especialidades a partir de 1º de março. O motivo do corte de funcionários, segundo os representantes do hospital, é a diminuição dos valores das subvenções repassados pelo Prefeitura local. O diretor de Saúde da cidade, Jairo Mendes de Góes, garante que a população não será afetada e já estuda a contratação de um outro convênio.

A Prefeitura só não garante a substituição dos médicos até o início do próximo mês. "Podemos fechar esse contrato antes de março ou no máximo até abril", comenta Góes. Segundo ele, mesmo que ocorra essa demora, os moradores de Salto de Pirapora terão um atendimento apropriado. "Encontraremos soluções", completa. 


Os profissionais desligados do serviço público em 28 de fevereiro serão um de otorrinolaringologia, urologia, vascular, ultra-sonografia, endoscopia, neurologia e pediatria, dois de ginecologia, três de anestesia e quatro de cirurgia geral. "Ainda não fomos informados oficialmente sobre a posição da Prefeitura em relação à falta desses médicos", diz Carlos Maria Ibanez, diretor clínico da Santa Casa.

O único hospital de Salto de Pirapora já não conta desde dezembro do ano passado com a maternidade, fechada devido ao corte de gastos. Os 14 médicos do setor pediram demissão em massa após o grupo não conseguir um reajuste salarial. Mesmo com as portas fechadas, as gestantes da cidade não deixaram de ser atendidas e um contrato emergencial foi feito com a Santa Casa de Votorantim para receber as mulheres em trabalho de parto.

O governo de Salto de Pirapora fornece uma subvenção mensal à Santa Casa da cidade no valor de R$ 110 mil. E, para o custeio da maternidade e do pronto-atendimento, era repassado até 2010 mais R$ 280 mil. Os valores eram entregues à diretoria do hospital, responsável pela contratação de uma empresa terceirizada para desempenhar os trabalhos.

Segundo a administradora da Santa Casa de Salto de Pirapora, Sônia Maria Magalhães, apenas um pediatra prestará serviço no hospital a partir de março. "Passaremos a ter um concursado e o contratado será dispensado", diz.

A Santa Casa da cidade é uma entidade filantrópica com várias fontes de recursos e 92% de sua receita vem da Prefeitura, que repassa a verba destinada pelo Ministério da Saúde. "O governo municipal tem a autonomia de promover essas adequações, que refletem no hospital, e não são ilegais", diz Ibanez. O local continuará, a partir de março, com as unidades de pronto-atendimento e internação.

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