sexta-feira, 14 de junho de 2013

Falta de médicos em postos de Salto de Pirapora, SP, gera reclamações

| Segundo os moradores, alguns postos, apenas as enfermeiras atendem. 
A prefeitura informou que dois novos médicos foram contratados.
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Os moradores de Salto de Pirapora (SP) reclamam da falta de médicos nos postos de Saúde. Em algumas unidades, apenas enfermeiros fazem o atendimento à população.

No posto de saúde do Centro de Salto de Pirapora um médico começou a trabalhar esta semana, mas os pacientes querem esperar um pouco mais para comemorar. "Nunca se sabe quanto tempo ele vai ficar. Entrou uma doutora aí, ficou poucos dias e foi embora. E já há vários dias que nós estamos sem médicos aqui e no posto, lá em cima também está sem médico", desabafa o aposentado Antônio Pinto.

Na unidade ainda falta um médico. E o problema ocorre em outros dois postos. O atendimento é pelo programa Saúde da Família.

No bairro Santa Maria, dona Marilza levou o Alex para ser examinado. Ela diz que o filho de 2 anos está com tosse. Mas sabia que não seria atendida pelo médico. "A gente e só passa com enfermeiro. Demora um mês e passa com enfermeiro aí se tiver alguma coisa eles passam com a pediatra, mas demora uns dois meses a três para ter a consulta, reclamou a empregada doméstica Marilza Almeida.

Sem médicos, o atendimento nos postos é feito pelas enfermeiras e apenas serviços básicos são realizados, como vacinas, entrega de medicamentos e aferição da pressão arterial. Quem precisa de consulta fica indignado com a situação. "Faz uns três a quatro meses que está assim: gente correndo, pessoas idosas precisando, crianças precisando e tudo tem que correr na Santa Casa. A gente paga imposto, paga tudo pra não ter médico", reclama a professora Cristiane Fryder.

Situação semelhante ocorre no posto do Jardim Silva Barros. Ali moradores de bairros rurais como Fazendinha Arco Íris e Juncal buscam atendimento, mas ficam sem consulta. "A moça do balcão falou: 'A gente não está agendando consulta porque não sabe quando vai ter médico", comenta Maria Rodrigues, dona de casa.

Dona Margarida mostra as anotações das consultas que perdeu em março e maio. Não tinha médico para atender e ela ainda precisa fazer exames, que devem ser pedidos pelo médico. "A recepcionista mandou para outro posto que tinha outro médico pra fazer esse exame", Margarida Ferreira, dona de casa.

A Prefeitura informa que a falta de médicos ocorre em três das dez equipes do programa Saúde da Família. A explicação é de que os profissionais pediram demissão em fevereiro alegando que iriam se dedicar à residência médica, já que eram recem formados. E nesse período dois médicos foram contratados, mas desistiram de atuar.

O médico que trabalha no programa ganha R$ 12.700 por mês e tem que cumprir una jornada de 8 horas por dia de segunda a sexta-feira. Mesmo assim a Prefeitura alega dificuldades em atrair o interesse dos profissionais.

Mas a promessa é de que até o fim do mês dois médicos comecem a trabalhar. "A gente está correndo a trás. A Prefeitura está muito preocupada. Não é porque a gente não está tomando nenhuma posição é porque a gente não tem procura, a gente não tem procura, falta esse profissional no mercado", afirma  Karen Thomaz Gerard, coordenadora do Saúde da Família.

Ainda segundo a coordenadora do Programa de Saúde, nesta sexta-feira começa o processo de admissão de dois profissionais. Eles vão trabalhar nos postos do Centro e do Jardim Silva Barros.

Um médico foi contratado esta semana, mas ainda faltam profissionais na cidade. (Foto: Reprodução/TV Tem)

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