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terça-feira, 2 de setembro de 2014

Aumentam os casos de violência doméstica em Salto de Pirapora, mas aumenta a produtividade da Polícia Civil para punir os agressores


Em Salto de Pirapora os casos de violência doméstica nos primeiros seis meses de 2014, aumentaram 30% em relação ao mesmo período do ano passado.

De janeiro a junho de 2013 foram registrados 37 casos de ameaça ou agressão, geralmente do companheiro contra a companheira ou ex-companheira. 

No mesmo período de 2014 foram 48 casos. A média mensal é de 6 casos, mas somente em junho deste ano foram registradas 15 ocorrências do gênero. 

Em todos os casos a mulher (vitima) é informada do direito de solicitar medida protetiva que se for concedida pela Justiça, o autor da ameaça ou agressão terá que manter-se a certa distância da vitima. Após o flagrante, ou ao instaurar o inquérito a Polícia Civil tem até 48 horas para apresentar o pedido de medida protetiva, que será analisado pela Justiça. 

Em média 70% dos pedidos de medida protetiva são concedidos pela Justiça naquele município. É fato o aumento da violência doméstica, mas também vale ressaltar que a produtividade da Polícia Civil aumentou com relação aos inquéritos de violência doméstica.

Em março de 2013 existiam 77 inquéritos, em março de 2014 a demanda caiu para 19 inquéritos, e em agosto existem apenas 9 inquéritos. Essa produtividade acontece na delegacia de Salto de Pirapora porque há uma pessoa responsável exclusivamente pelos casos de violência doméstica. 

O artigo 22 da lei 11.340/2006 oferece instrumentos para garantir a integridade física da vitima: desde medida protetiva até prisão preventiva no caso de descumprimento da medida protetiva.

Um caso triste

No final da tarde de 08 de março de 2014, Eder Vieira Alonso de 22 anos, saiu de São Roque onde mora em direção a Salto de Pirapora, com sua ex-amásia, Caroline Alves de Almeida de 19 anos, na garupa da motocicleta. 

Chegando em Salto de Pirapora, ele espancou a moça com um capacete, mas ela conseguiu escapar das mãos do agressor e pediu socorro aos guardas civis. O caso foi registrado na delegacia de Salto de Pirapora e depois solicitado medida protetiva, mas a juíza Tamar Oliva de Souza Totaro negou a medida protetiva.

Dezesseis dias depois da agressão em Salto de Pirapora, o operador de escavadeira Eder Vieira se dirigiu a um ponto de ônibus em São Roque onde estava sua ex-companheira, a cozinheira Caroline Alves com uma criança nos braços e, disparou um tiro com revólver calibre 22, que atingiu a cabeça da ex-companheira; a criança não foi atingida.

 Após cometer o crime, Eder Vieira disparou um tiro contra a própria cabeça. Caroline Alves foi socorrida por sua irmã que também estava no ponto de ônibus, e o autor dos tiros foi socorrido por guardas civis; ambos foram levados para a Santa Casa de São Roque e em seguida transferidos ao Hospital Regional, em Sorocaba. Ambos escaparam da morte.

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