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quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Apeoesp protesta contra o fechamento de salas

A entidade também é contra programa Secretaria Escolar Digital
Profissionais pedem pelo não fechamento de salas de aula - ERICK PINHEIRO
O Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) de Sorocaba realizou uma passeata ontem para protestar contra o fechamento de salas de aula da rede estadual de ensino para o próximo ano letivo. Durante a ação, os participantes também protestaram contra a Secretaria Escolar Digital e a falta de atendimento médico-hospitalar pelo Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público (Iamspe) na cidade. A manifestação começou por volta das 9h30, saindo da sede do sindicato, localizado na rua Maranhão, no bairro Santa Terezinha. A caminhada teve duração de uma hora e reuniu cerca de 80 professores, segundo os coordenadores da Apeoesp Sorocaba. Carros de som, faixas, cartazes e adesivos foram utilizados durante a passeata.

Os professores percorreram a avenida Eugênio Salermo e as ruas Moreira César e Cesário Mota, realizando a concentração em frente a Diretoria Regional de Ensino de Sorocaba. A principal reivindicação é pelo não fechamento de salas de aula na rede estadual de ensino. Segundo a coordenadora da Apeoesp Sorocaba, Magda Souza, somente na escola estadual Antônio Padilha a Diretoria de Ensino de Sorocaba pretende fechar 14 salas de aulas para o ano letivo de 2015. "A escola atende estudantes que trabalham no comércio. Isso não pode acontecer. Vai prejudicar centenas de alunos e professores. A Diretoria de Ensino não pode pensar de uma forma unilateral e arbitrária", ressalta. Magda diz que a manifestação faz parte da luta por uma educação pública de qualidade. "Isso também é uma forma de alertar a comunidade escolar sobre o que está sendo proposto para o próximo ano", afirma.

Os professores protestaram contra a Secretaria Escolar Digital, um sistema que monitora faltas e atividades dadas pelos professores aos alunos. Eles alegam que o governo não oferece os suportes e recursos necessários para que eles possam fazer o que é exigido. "Não são todos os professores que têm tempo disponível durante a jornada de trabalho para passar as informações das aulas no programa. Temos que fazer isso nas nossas horas vagas. Isso é mais burocracia do que uma eficácia no processo de aprendizagem", relata a professora integrante da coordenação da Apeoesp Sorocaba, Paula Penha.

Durante a manifestação, os professores cobraram o restabelecimento do atendimento médico-hospitalar do Iamspe na cidade, pois o serviço não está sendo oferecido em Sorocaba desde maio deste ano. Para a professora Dora Stocco, de 59 anos, os profissionais precisam de melhores condições de trabalho e saúde. "Nós pagamos o Iamspe e não temos assistência médica na cidade. Precisei fazer uma cirurgia com urgência e tive que ir para São Paulo. É uma situação muito crítica. Essa luta é de todos", diz.

Professores de outras cidades também participaram da manifestação, como Silvana Carona dos Santos, de 45 anos, que veio de Salto de Pirapora. "Nosso papel é mobilizar a sociedade para que nos ajudem nessa luta", afirma Silvana. Para ela, as ações que estão sendo realizadas agora só irão trazer benefícios no futuro. "Os professores precisam de mais valorização. Os políticos e a sociedade deveriam dar mais atenção para esses profissionais." Silvana está perto de se aposentar, mas diz que tem consciência política e sente-se na obrigação de ajudar.


Trânsito

Os professores ocuparam uma faixa da pista durante a passeata, causando lentidão no trânsito pelas vias em que passaram. O trecho mais prejudicado durante a manifestação foi em frente à Diretoria de Ensino de Sorocaba, na rua Cesário Mota. Os manifestantes permaneceram no local por cerca de vinte minutos, mesmo debaixo de chuva. Nenhum agente de trânsito da Urbes acompanhou o trajeto. Somente um agente passou pelo local no fim da manifestação, às 10h12, mas não permaneceu no local.

A Diretoria Regional de Ensino de Sorocaba informou, em nota, que o planejamento das turmas para 2015 ainda está em andamento na Escola Estadual Antônio Padilha e não há nenhuma definição pelo fechamento de classes. Segundo a nota, a comunidade escolar está sendo ouvida para definir a demanda de alunos de cada unidade de ensino e todas as decisões são tomadas em conjunto. A diretoria salienta que todos os estudantes serão atendidos e nenhum ficará sem vaga. A administração regional permanece à disposição para quaisquer esclarecimentos aos alunos e responsáveis.

Quanto à Secretaria Escolar Digital, a diretoria informa que o programa oferece às escolas, professores, alunos e pais o acesso rápido ao boletim, aos cronogramas de atividades e avaliações e também a relatórios de frequência dos estudantes. Segundo a diretoria, essa é mais uma ferramenta criada pela Pasta para aproximar pais, professores e comunidade da vida escolar dos estudantes.


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